SAIBA O QUE DEVE SER AVALIADO EM UM SISTEMA DE IRRIGAÇÃO

A irrigação é uma forma artificial de manejar água para o cultivo agrícola. Assim, um sistema de irrigação é um dispositivo que exerce essa função sem que um operador esteja presente o tempo todo. Seu principal objetivo é distribuir a água uniformemente ao longo da plantação e manter a umidade do solo, principalmente em lugares e estações de seca.

A irrigação influencia diretamente a produtividade da lavoura, pois com ela é possível aproveitar áreas que normalmente não seriam úteis para o plantio, além de estender o ciclo da colheita para épocas do ano que também seriam desfavoráveis.

Continue a leitura deste post para saber mais sobre os sistemas de irrigação e o que deve ser avaliado antes da compra!

Quais são os tipos de sistema de irrigação?

Existem vários tipos de sistema de irrigação, que se diferenciam basicamente pelo volume de água usado e seu alcance na plantação. Os mais conhecidos são os seguintes.

Irrigação por superfície

A água é conduzida pela superfície do solo, sendo que os tipos mais comuns desse sistema são por inundação e sulcos. Seus benefícios são o baixo custo e o fato de se adaptarem à inclinação dos solos.

Irrigação por gotejamento

É um dos sistemas mais populares. A água é aplicada diretamente na raiz das plantas por meio de emissores ou gotejadores, que podem ficar acima ou abaixo da superfície do solo. Esse tipo de sistema de irrigação é muito eficiente para manter a umidade do solo.

Irrigação por aspersão

A água é borrifada no ar e cai no solo logo em seguida. A pulverização é feita pela pressão aplicada à água, por meio de pequenos orifícios ou bocais. Esse método pode ser usado em quase todos os tipos de lavouras.

Que fatores devem ser avaliados em um sistema de irrigação?

É preciso analisar alguns pontos antes de optar por um sistema de irrigação. Citamos alguns deles a seguir.

Condições naturais

É essencial conhecer as características da região da lavoura, pois elas afetam tanto o método de irrigação escolhido quanto a frequência, como você verá a seguir.

Tipo de solo

Solos arenosos têm baixa capacidade de armazenar água, por isso exigem irrigações constantes em alta quantidade — sendo as irrigações por aspersão ou gotejamento as mais indicadas. Solos argilosos, por outro lado, conseguem armazenar água por mais tempo, mas ainda precisam de irrigações frequentes e em baixa quantidade.

Topografia

O ideal para terrenos íngremes ou desnivelados é a irrigação por gotejamento, ou aspersão, desde que a frequência do sistema seja regulada para evitar escoamentos.

Clima

Em locais de clima árido, existe o problema da perda de água provocada pela evaporação. Ao mesmo tempo, ventos em excesso atrapalham a difusão da água. Nos dois casos, deve ser usada a irrigação por gotejamento e evitada a irrigação por aspersão.

Qualidade da água

A presença de agentes patogênicos, ferro solúvel e outros minerais deve ser testada para avaliar a qualidade da água. Além disso, sistemas de irrigação por gotejamento não devem ser usados quando a água tiver muitos sedimentos, para evitar entupimentos.

Tipo de planta

Sistemas de irrigação podem ser usados em qualquer tipo de plantação, sendo que alguns são mais adequados para certas espécies. Sistemas de gotejamento e aspersão geralmente são mais usados para culturas de maior valor agregado, como frutas e vegetais, devido ao seu alto custo de aquisição.

Sistemas por gotejamento também são mais indicados para irrigar plantas ou fileiras de plantas individualmente. Para culturas como arroz e melancia, é usada a irrigação por superfície.

Custos do sistema de irrigação

Antes de escolher o sistema de irrigação mais adequado, é necessário ponderar sobre a relação custo-benefício de cada sistema. Além da construção e da instalação, também é preciso adicionar aos cálculos os custos de operação, de manutenção por hectare, de energia elétrica ou de combustível.

Você não deve simplesmente escolher o sistema que tiver o preço mais atrativo, mas aquele cujo investimento vai gerar os benefícios esperados.

Investimento

Alguns sistemas têm uma tecnologia mais complexa e exigem mais investimento, como é o caso dos sistemas por gotejamento. A instalação incorreta pode criar condições de seca na plantação, exigindo um especialista na área. Seus custos de manutenção também são bem altos, pois o equipamento é suscetível a vários problemas, como entupimentos e traumas físicos.

A irrigação por aspersão é uma das mais caras quando se trata de custos iniciais. A boa notícia é que os gastos tendem a diminuir no decorrer do funcionamento.

A irrigação superficial, por outro lado, é uma das opções mais baratas, pois não exige nenhuma tecnologia grandiosa para funcionar e tem baixos custos tanto para a instalação quanto para a manutenção.

Uso da água

Outra questão que deve ser analisada antes de escolher um sistema é a quantidade de água disponível. Levando-se em conta que a água utilizada provém de bacias hidrográficas, é importante verificar se o consumo de água pela população não será afetado.

Dessa forma, devem ser analisadas a frequência e a quantidade de irrigação, a taxa de evaporação no local do plantio, as características do solo e os tipos de plantas — tudo isso para evitar o desperdício de recursos hídricos.

O sistema de irrigação por superfície é o mais eficiente para economizar água na agricultura porque faz o aproveitamento das chuvas. Basta moldar o terreno para receber a água e deixar que ela escoe naturalmente pela plantação. O sistema de gotejamento também é muito bom nesse quesito. Além de usar pouca água, ela fica menos suscetível à evaporação.

Tecnologia

Felizmente, muitas tecnologias são desenvolvidas a fim de otimizar o manejo de água para aumentar a produção nas fazendas.

O tensiômetro, por exemplo, é um equipamento usado para medir a quantidade de água no solo. Dessa forma, é possível monitorar em tempo real a umidade do solo e fazer as irrigações no momento certo.

Outro recurso usado são as estações meteorológicas, que fazem a coleta de informações a respeito das variações atmosféricas. Os registros obtidos tornam o manejo da irrigação mais eficaz, pois o agricultor pode verificar o quanto de água é entregue à planta.

Manutenção

A manutenção é essencial em qualquer tipo equipamento, pois prolonga o seu tempo de vida útil e garante que esteja sempre em pleno funcionamento. Ignorar esse procedimento nos sistemas de irrigação traz sérias consequências para a propriedade rural, como a falta de água para as plantas, o aumento no consumo de energia elétrica e até mesmo a contaminação da lavoura.

A manutenção periódica evita que um simples problema vire uma grande bola de neve que comprometa a sua produtividade. Falaremos um pouco mais sobre essa etapa a seguir.

Qual a importância da manutenção nos sistemas de irrigação e como fazê-la corretamente?

A irrigação artificial tem o objetivo simples de assegurar que a quantidade certa de água esteja sempre disponível para o cultivo. Dito isso, a manutenção é importante para localizar falhas no equipamento que estejam impedindo as plantas de receberem água o suficiente para o seu desenvolvimento saudável.

Um problema comum nesse sentido são os vazamentos, que também levam ao desperdício dos recursos hídricos da região e, consequentemente, ao aumento no valor das contas da propriedade no final do mês. Os períodos que antecedem ou sucedem o cultivo são os mais ideais para fazer qualquer reparo, pois assim não atrapalham o ciclo da lavoura.

Existem dois tipos de manutenção: a preventivo e a corretivo. O primeiro serve para se prevenir defeitos típicos dos equipamentos antes que eles ocorram. Já o segundo, para restaurar ou substituir peças afetadas pelo desgaste ou por acidentes.

Prefira o trabalho de empresas especializadas nesse tipo de serviço e consulte o manual do fabricante para saber quando procurar a assistência técnica.

Lembre-se que nem todo defeito é previsível. Por isso, sempre faça vistorias nos seus sistemas de irrigação para checar se o volume de água está de acordo com o esperado e a existência de vazamentos.

Quais são as boas práticas para quem opta por um sistema de irrigação?

Os cuidados com um sistema de irrigação já começam antes da compra, uma vez que precisam ser escolhidos de acordo com as características da lavoura, da área de plantio e do clima. Usar um equipamento além da sua capacidade pode causar danos por sobrecarga aos seus componentes.

A irrigação é muito mais do que apenas levar água para as plantas, pois envolve todo um manejo dos recursos hídricos. É preciso considerar a disponibilidade de água para a sua região, de modo que o seu sistema não comprometa o abastecimento dos demais membros da comunidade.

Verificar a qualidade da água disponível é outra prática de extrema importância, já que não pode ocorrer contaminações de forma alguma. Além disso, qualquer sistema escolhido deverá passar por um tratamento período para que a água esteja sempre adequada para o consumo.

Ainda que os custos sejam mais altos, vale muito à pena investir em tecnologias para modernizar a sua fazenda, pois elas permitem um uso consciente da água. Equipamentos como estações meteorológicas, por exemplo, ajudam a definir a melhor época para irrigar.

Já os drones, sensores agrícolas e GPSs são capazes de determinar a quantidade certa de água para as plantas e aplicá-la com muito mais precisão.

Como visto, um sistema de irrigação precisa ser avaliado cuidadosamente antes da compra. Acerte na escolha seguindo as dicas que demos quanto ao tipo de plantação, os fatores naturais, os custos e o uso da água para que os recursos sejam aproveitados com sabedoria. Então, é só aproveitar os benefícios da sua nova aquisição!

Você conhece mais alguém que poderia se beneficiar de um sistema de irrigação? Então seja um bom amigo e compartilhe agora mesmo este artigo em suas redes sociais!

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