Conheça 5 boas práticas para a plantação de soja no Mato Grosso

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O Brasil alcançou a primeira colocação no ranking mundial de produtores de soja, totalizando 125 milhões de toneladas do grão na última safra. As condições ambientais do nosso país favorecem o cultivo, mas as particularidades das regiões requerem cuidados específicos para garantir a produtividade. É o que acontece com a plantação de soja no Mato Grosso.

Nativa da Ásia, a soja precisa de calor e frio moderados e cresce com dificuldade em locais de seca. Contudo, a alta temperatura e a umidade do Centro-Oeste brasileiro também propiciam a disseminação de patógenos que comprometem significativamente a produtividade da lavoura.

Por isso, é bom seguir as boas práticas na hora de plantar soja no Mato Grosso. Separamos 5 dicas para você, veja só!

1. Prepare o solo

O preparo do solo é crucial para qualquer cultivo. Assim, faça uma análise do solo para verificar quais são as condições da sua propriedade e corrigir os problemas do substrato.

É recomendado que se faça a rotação de culturas, para repor nutrientes esgotados e recuperar o solo. Porém, deve-se remover os restos das plantações anteriores, evitando prejudicar o desenvolvimento dos pés de soja.

Além disso, se há histórico de pragas ou doenças na sua região, faça o manejo correto antes de iniciar o plantio das sementes. Campo livre de patógenos, é hora de adubar o solo.

2. Escolha cultivares adequados

Há diversos tipos de cultivares de soja no mercado, cada um com suas especificidades, desenvolvidos para se adaptarem melhor às condições das regiões de plantio. Dessa forma, você deve escolher a variedade que mais atenda às suas necessidades e que seja resistente às pragas e às doenças que afetam a sua propriedade.

Depois de escolhido o cultivar, sempre adquira sementes de boa qualidade. Assim, você tem a certificação de que os lotes não estarão contaminados.

3. Proceda à semeadura

Depois de preparar e adubar adequadamente o solo, chega o momento da semeadura. Respeite a quantidade máxima de sementes por área, pois a proximidade entre elas faz com que as plantas compitam por nutrientes, além de impedir a adequada entrada de luz no baixeiro.

Com isso, as plantas têm a sua capacidade fotossintética reduzida e mais umidade no baixeiro. Essa condição favorece a disseminação de fungos, patógenos responsáveis pelas principais doenças que acometem a plantação de soja no Mato Grosso.

4. Planeje a irrigação

Como mencionamos na introdução do post, a soja dificilmente se desenvolve bem em regiões de muita seca, a menos que um programa de irrigação seja lançado. Por isso, nos períodos em que não é possível dispor das chuvas regulares, é fundamental contar com métodos mecânicos de irrigação para que todas as sementes e seus brotos se desenvolvam plenamente.

5. Faça o monitoramento constante da plantação

Os produtores de soja enfrentam inimigos muito conhecidos nas suas lavouras. Entre as pragas, a lagarta Helicoverpa é a que causa maiores estragos e, entre as doenças, a ferrugem asiática (causada por um fungo) é uma das que mais preocupam os sojicultores.

Assim, desde a semeadura até a fase reprodutiva, é imprescindível fazer o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e o Manejo Integrado de Doenças (MID), que utilizam práticas eficientes e benéficas para o sistema de plantação. Além disso, é aconselhável usar defensivos químicos com modos de ação diferentes para monitorar a sanidade da lavoura.

Também é importante lembrar que o controle biológico das pragas é uma alternativa eficaz, além de sustentável. Não deixe de considerá-lo ao iniciar a sua plantação.

O Brasil tem terras férteis e condições ambientais que favorecem o cultivo de inúmeros vegetais. A plantação de soja no Mato Grosso exige certos cuidados dos produtores, especialmente por conta do regime de chuvas da região e dos patógenos que se proliferam com facilidade no calor e na umidade. Porém, seguindo as boas práticas de manejo, sua lavoura tem tudo para prosperar!

Depois da plantação e da colheita, é hora de cuidar dos grãos de soja. Então, confira o nosso post e saiba agora quais são as melhores práticas de segurança em silos!

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