Aspectos agronômicos e silagem de milho: o que considerar?

As decisões do engenheiro agrônomo são determinantes para o futuro de uma propriedade. Qualquer erro ou decisão equivocada pode colocar em risco as atividades da fazenda. Por isso, é preciso estar em dia com as novidades do mercado e as características das culturas produzidas.

O manejo do milho é uma atividade amplamente tratada na gestão de produção em nosso país, já que não é tão complexo quando comparado com outras culturas. Apesar disso, a falta de preparo de pessoal e o uso de técnicas insuficientes atrapalham o bom desempenho dos trabalhos. Além do mais, muitos se esquecem de analisar também aspectos agronômicos e silagem de milho.

Quem tem essas informações define uma estratégia eficiente, promove a boa silagem, garante o alimento para o gado e não gasta mais recursos financeiros do que precisa.

Este post vai ajudar a entender um pouco mais do assunto. Confira a seguir.

Quais são os principais desafios na produção da silagem de milho?

Agronegócio e agricultura são importantes setores da economia nacional. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirma que 23,5% do Produto Interno Bruto do país em 2017 foi originado nessas atividades, representando a maior participação nos últimos 13 anos.

Esses resultados positivos são alcançados também graças ao uso de práticas modernas — e não poderia ser diferente na silagem do milho.

A seguir, encontram-se alguns critérios que não podem faltar em sua rotina de trabalho:

Preparo do solo

Antes de tomar qualquer decisão, você deve conhecer todos os atributos do solo. De nada adianta, por exemplo, ter as melhores sementes se o terreno não tem os nutrientes necessários para o crescimento delas. Então, analise muito bem as seguintes questões:

  • grau de umidade;
  • presença de ervas daninhas;
  • riscos de erosão;
  • tipo de solo;
  • existência de camadas compactas ou impermeáveis;
  • topografia;
  • fertilizantes e corretivos que podem ser utilizados.

O preparo convencional ainda é aplicado no Brasil, mas o plantio direto vem ganhando cada vez mais espaço no mercado, pois reduz os impactos e melhora a qualidade da lavoura.

Outro ponto importante está relacionado à conservação do solo, a fim de protegê-lo e garantir o uso adequado. Alguns produtores acreditam que basta apenas controlar a erosão. Contudo, é necessário usar o terreno racionalmente com o uso de matéria orgânica e a adubação verde.

Identificação das principais pragas

Assim como todas as outras culturas, o cultivo do milho está sujeito ao ataque de pragas e à incidência de doenças. As lagartas elasmo, rosca e do cartucho são as infestações que mais causam dores de cabeça ao produtor rural. É possível controlá-las com o uso de inseticidas. A pulverização deve acontecer quando forem observadas pequenas manchas transparentes nas folhas do milho com 20-30 dias.

Escolha das sementes

O sucesso de uma silagem depende da qualidade das sementes utilizadas. Por isso, é fundamental escolhê-las muito bem. Nessas situações, considere as condições climáticas da região, o solo da propriedade e a produtividade de cada grão.

Fique atento para selecionar grãos mais macios, pois são mais aproveitados pelos animais. Não se esqueça de que é possível escolher entre materiais híbridos e transgênicos. Cada um proporciona benefícios específicos, como a facilidade de controlar ervas daninhas e de realizar os serviços na lavoura.

Colheita

A colheita do milho deve ser realizada quando o teor de matéria seca estiver entre 30% e 35%. Quando esse valor é superior ao recomendado, a performance da ensiladeira é comprometida e o tempo de trabalho também. Além do mais, o tamanho da picagem fica maior, o que atrapalha a qualidade do corte e aumenta as perdas por sobra.

Quais são os tipos de cultivo?

Outra dúvida muito comum está relacionada à escolha do melhor tipo de silagem de milho. As opções existentes no mercado oferecem vantagens e desvantagens diferentes. Portanto, analise-as muito bem antes de fazer a sua escolha.

Confira, a seguir, os principais exemplos:

Silagem de milho comum

Prática mais utilizada, em que a planta de milho é picada inteiramente, com sabugo, grãos, colmo e folhas. As partículas devem ter entre 0,5 e 2,0 cm, a fim de facilitar a compactação do material e o aproveitamento dos animais.

Os tipos de silo adotados são: trincheira, superfície e bag. Todos exigem o uso de lonas plásticas para evitar a entrada de oxigênio e aumentar a conservação do alimento.

Silagem de milho reidratado

O produtor que opta por essa prática deve colher o grão seco e depois reidratá-lo. Pequenas propriedades se beneficiam dessa técnica porque não é preciso ter grandes lavouras para executá-la. Além disso, é possível comprar milho seco e fazer a ensilagem na propriedade.

Tenha muito cuidado e atenção. Faça com que o material seja bem homogeneizado e compactado para eliminar as possibilidades de contato com o oxigênio.

Silagem de grão úmido

Como o próprio nome diz, o grão de milho é colhido com alto teor de umidade. A etapa de moagem deve ser realizada de acordo com a necessidade dos serviços. No caso dos bovinos, por exemplo, não é necessário realizar moagem tão fina, bastando utilizar uma peneira de tamanho médio.

Fique atento para realizar a colheita no momento da maturação. Dessa forma, você libera a área do plantio rapidamente e consegue otimizar o tempo e o uso do terreno.

Melhor opção

Você deve estar se perguntando qual alternativa é a melhor, certo? Pois bem, não há uma resposta única para isso. A escolha da silagem do milho deve ser baseada em vários fatores.

A topografia, o tipo de silo, a qualidade da mão de obra e os custos produtivos devem ser analisados antes que qualquer decisão seja tomada. Por isso, estude todas as informações disponíveis e encontre a melhor forma para garantir alimento ao gado na época da seca.

São vários os desafios na rotina de trabalho no campo. E é muito importante conhecer aspectos agronômicos e silagem de milho mais utilizados pelo mercado.

Ainda, o uso de insumos de qualidade faz toda a diferença na hora de assegurar a continuidade da produção e investir com inteligência. Então, sempre trabalhe com fornecedores de confiança e que conhecem as necessidades do mercado.

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